XXXLX Jornada de psicanálise do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais

Tempos de Desalento

Tempos de desalento, de desamparo psíquico, de desesperança, de depressão, tempos críticos em que vivemos, atravessados pela realidade pandêmica, com os vínculos dissolvidos, os laços desenodados, a solidão, o pânico, o medo, além do isolamento social, dos lockdowns, do desemprego e da superlotação do sistema de saúde.
Uma situação planetária. Quais os reflexos dessa situação sobre os sujeitos e sobre a clínica psicanalítica? Estamos em tempos de “guerra”? Freud denominou de neurose traumática aqueles sofrimentos nos quais existe um perigo real iminente de morte, ameaças de aniquilamento, medo pela vida, tais como as observadas após a Primeira Guerra Mundial, vivenciada por ele.
Nesses casos, o escudo protetor é rompido e quantidades excessivas de estímulos externos incidem sobre o psiquismo, produzindo uma irrupção de angústia. Como lidar na clínica com essa angústia avassaladora que se apresenta como crises de pânico, depressões, desalentos entre outras novas denominações do desamparo. A condição de impotência e desamparo do ser humano é um dado estrutural. Eros e Anankée, enquanto pais da civilização, confrontam o sujeito com as marcas de sua impotência estrutural: “A caducidade do corpo, a potência esmagadora da natureza, a ameaça proveniente das relações com outros homens”. (FREUD, S. O Mal-estar na Civilização 1930 – 1929. Tradução livre da Edição Francesa). Na XXXIX Jornada do Círculo Psicanalítico de Minas Gerais, convidamos a todos para juntos refletirmos sobre essa “potência esmagadora da natureza” que nos ameaça, e seus reflexos atuais sobre a clínica psicanalítica e o futuro da psicanálise.

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